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Lidero, logo influencio


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Olvacir José Bez Fontana
Presidente da ACIC - Associação Empresarial de Criciúma

O mundo atual vive o momento da disseminação rápida, quase instantânea da informação. O que acontece na China, imediatamente chega ao outro extremo do mundo, influenciando imediatamente, para o bem e para o mal. É exatamente com base nesta realidade de instantes, onde tudo impacta em tudo, que se abre a grande oportunidade para que se faça a liderança positiva. Então, faço uma proposta a você leitor, a você empresário que, assim como eu, chega todo dia à sua empresa e cumpre sua missão de gerar emprego, renda, de cumprir com suas obrigações fiscais. Proponho então, que a isso tudo acrescentemos a missão de influenciar. Isso mesmo: lidero, logo influencio.
Liderar é influenciar as pessoas. O líder que influencia educa e desenvolve. No nosso dia-a-dia testemunhamos os professores cumprindo esse papel. Levando seus conhecimentos aos estudantes nas escolas e faculdades. Um ótimo exemplo de influência e liderança. Mas e nós? Você, empresário? De que forma tem exercido sua influência no seu meio empresarial, na sua comunidade? É sabido que as grandes lideranças do passado construíram as grandes mudanças no mundo através da força da espada, das guerras. Grandes líderes levaram seu povo à guerra. Com certeza essa estratégia não se aplica mais. Hoje, precisamos levar as pessoas à superação através do conhecimento, da educação. Nossa liderança vai nos levar a um mundo melhor não pela força. Com certeza essa mudança vai se dar pela inteligência, pela habilidade. Pelo melhoramento econômico.
O ponto chave é, portanto, influenciar pessoas para que transformem o meio em que ela vive num mundo melhor. E que mundo será esse? Saúde melhor, economia melhor, estabilidade financeira melhor, ecologicamente melhor. Como fazer isso? Buscando conhecimento, inteligência, tecnologia.
Todos estes aspectos estão na rotina diária do empresário. Sim você sabe perfeitamente isso porque vive e pratica. Mas será que promove essa influência para disseminar em seus relacionamentos, seja junto aos colaboradores ou colegas empresários? Ou, mais ainda, junto aos políticos? Pois aí está o desafio. Que o processo de mudança seja feito pela liderança que influencie. Essa liderança empresarial vai oferecer o benefício, que será compensado. Nosso país, nossa cidade, nossa vida irá melhorar quando tivermos o líder empreendedor ao seu lado. Líderes que vão empreender o desenvolvimento desta nação, que vai melhorar o relacionamento das pessoas através da troca de conhecimento, propondo a solução dos problemas com conhecimento, tecnologia e inteligência. É preciso usar esses meios, todas as ferramentas que estão á seu dispor para melhor a sua vida e do seu vizinho. Porque só assim vamos construir um mundo melhor. Não adianta concentrarmos riqueza e construir um muro para nos afastarmos da pobreza. É preciso incluir essas pessoas. Vamos fazer isso também através da influência para que estas melhorem suas vidas, busquem o conhecimento e despertem o interesse para conquistar novos espaços via educação.
Me proponho a disseminar essa idéia. Através deste artigo, através da nossa Associação Empresarial, nossos associados e diretores. E peço a você leitor, a você empresário em especial, que reflita sobre seu papel de líder e efetivamente leve esse poder de influência para chegarmos a este novo estágio de desenvolvimento. Finalmente, você deve estar se questionando se está pronto a liderar? Minha avaliação é que trata-se apenas de uma escolha. Se a escolha for esta, tenha certeza, você está preparado. Passe a ser o responsável a dar esse novo rumo, esse novo significado na vida da sua comunidade, gerando a motivação tão necessária ao processo de mudança e crescimento.

Perfil
Olvacir José Bez Fontana é casado, tem 52 anos, natural de Urussanga. Sua formação acadêmica é nível superior incompleto em Engenharia de Agrimensura. Iniciou sua trajetória no ramo da construção civil em 1985.
Olvacir é fundador e presidente da Construtora Fontana Ltda com sede em Criciúma.
No comando destas empresas desde 1986 empreendeu construção de edifícios residenciais e comerciais. Atualmente conta com cerca de 800 colaboradores distribuídos nos canteiros de obras de Criciúma, Içara, Laguna e Florianópolis. Além de ter 21 empreendimentos em construção, sendo 15 em Criciúma.
Olvacir também é sócio da empresa jornalística A Tribuna, de Criciúma. Ele é cidadão Honorário de Criciúma. Preside a ACIC - Associação Empresarial de Criciúma. Olvacir também atua na manutenção de ações sociais.
Em Urussanga presidiu por três vezes a Comissão Central Organizadora da Festa do Vinho. Ele esteve no comando da Pasta da Secretaria de Planejamento Econômico do Estado de Santa Catarina de abril de 2006 a janeiro de 2001, durante as gestões de Eduardo Pinho Moreira e Luiz Henrique da Silveira.





Nosso espírito guerreiro precisar ser despertado


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Cesar Smielevski
Vice-presidente da ACIC

Muito já se falou sobre a importância econômica que o município de Criciúma representou para o Estado de Santa Catarina e o quanto esse peso se perdeu nas duas últimas décadas. Tínhamos Criciúma entre as melhores cidades para fazer negócios, uma das 100 melhores cidades para se fazer uma carreira em rankings divulgados por grandes publicações nacionais. Também constatamos que o índice de retorno de ICMS tem caído, por conta da saída de indústrias da nossa cidade e a opção de outras tantas em se instalar fora de Criciúma.
Os números negativos são puxados por um fator em especial: a regressão no nosso crescimento industrial. Essa penúria no que diz respeito a instalação de novos empreendimentos empresariais de grande porte nos obriga, portanto, a refletir. Por que afinal de contas essa vocação de cidade industrial e empresarial, construída ao longo do século passado, aos poucos está sendo destruída? Não será a hora de resgatar essa essência junto aos nossos empreendedores. Me permito fazer uma breve analogia de nossa situação com a de um povo guerreiro, que vive em tempos de paz. Pense que aquele povo nasceu para guerrear, mas os tempos de lutas já cessaram. Ainda assim, tenho a certeza que na gene desse povo está o espírito da batalha.
É desta forma que vejo nossa cidade, nossa Criciúma dos tempos do crescimento da indústria do carvão, da cerâmica, da confecção. Uma base econômica que alavancou outros negócios, na área química, tecnológica, metalmecânica. Porém vejo que estamos há um longo período com a cidade estagnada. Nosso espírito empreendedor foi engavetado, em decorrência de uma série de motivos, que passam por decisões erradas na área político administrativa, aspectos financeiros e até limitações territoriais.
Não seria essa então a hora de despertar esse guerreiro? De trazer de volta a boa fama de terra de empreendedores, de desbravadores, empresários arrojados? É hora de enterrar definitivamente o estigma da baderna e do conflito. Cabe a nós empresários o resgate e a decisão de mudar esse rumo. Unidos através da nossa ACIC e tomando decisões e cobrando as soluções. Também promovendo a inovação e a qualificação intensa e continuada dos nossos colaboradores, usando modelos de sucesso e a facilidade que os meios disponíveis neste novo século nos permitem. Penso que a missão não é das mais fáceis, mas tampouco impossível. Vamos acordar nosso ímpeto empresarial adormecido, fazer com que as coisas aconteçam e que novamente Criciúma venha a despontar como um dos maiores pólos do Estado. Capacidade nós temos, vamos então trabalhar essa força, unindo as pessoas via ACIC, sendo um dínamo gerador dessa nova energia.

Perfil
O empresário Cesar Smielevski é um dos vice-presidentes da ACIC - Associação Empresarial de Criciúma. É formado em Bacharel em Ciência da Computação em 1983 pela UFSC. Sócio-proprietário das empresas Bethas Sistemas, Betha Eletronica e Omnes.





Educação rima com desenvolvimento e qualidade de vida


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Marli Maria Aguiar
Vice-presidente da ACIC

O bem mais valioso neste novo milênio é o cérebro das pessoas e sua energia emocional (idéias conjugadas com ações).
Líder é o profissional inteligente que sabe despertar a inteligência de outros profissionais e de outros líderes.
Nossa região conta com ótimos cérebros; basta conectá-los para objetivos específicos para o bem comum. Mas é preciso ter audácia e coragem para tomar as decisões necessárias, por mais duras que sejam, baseadas em suas ideias e valores.
A cultura da “abertura” é essencial porque se começa a respeitar as pessoas por seu talento e capacidades. A cultura é importante e pode mudar. As culturas não fazem parte de nosso DNA. São produto do contexto-geografia, nível de educação, liderança e experiências históricas de qualquer sociedade. Quando esses fatores mudam, a cultura também pode mudar.
Educar=estimular, desenvolver e orientar as aptidões do indivíduo, de acordo com os ideais de uma determinada sociedade.
Qual a fórmula básica para o sucesso econômico?
- boa governança, educação, infra-estrutura e capacidade de globalização (visão global, ação local).
Com o término da duplicação da BR 101, término do Contorno do Anel Viário, melhores acessos à BR, Aeroporto Regional de Jaguaruna, Criciúma e o sul do Estado deverão estar preparados para o boom do desenvolvimento. Para tanto, é necessário a preparação, qualificação dos profissionais e empresários para este novo tempo.
Criciúma e região estão bem servidas com bons colégios e Universidades, mas é necessário mais pragmatismo e menos ideologia para melhorar o ensino. As Universidades e os cursos de ensino médio/técnicos precisam produzir conhecimento que interessam ao mundo real. As ideias não podem e não devem ficar confinadas ao universo acadêmico e sim que impulsionem o região na competição global.
Escolas/Universidades precisam trabalhar em conjunto com as empresas e para isso é muito importante uma maior aproximação entre ambos.
É importante que a sociedade civil organizada se planeje, se organize no sentido de investir mais e mais na qualidade do ensino em todos os níveis para atender a real demanda da região.
REGIÃO DESENVOLVIDA É REGIÃO QUE INVESTE MUITO EM EDUCAÇÃO E CONSEGUE COMO CONSEQUÊNCIA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS.
O mundo precisa que sejamos a geração dos otimistas estratégicos, a geração com mais sonhos do que recordações, a geração que acorda a cada manhã e não apenas imagina que as coisas podem ser melhores, mas que também trabalha, age com essa imaginação todos os dias.
Nós, da ACIC, temos esse pensamento e queremos rimar com Educação/Desenvolvimento e Qualidade de Vida. Contamos com a união, a participação e o comprometimento de outros líderes, outras entidades e a sociedade.

Perfil

Marli Maria de Aguiar é empresária e professora universitária. É pós-graduada em Administração Financeira e Administração de Marketing. Como representante da ACIC é membro do Núcleo Gestor do Plano Diretor de Criciúma, da Comissão de Instalação do CEFET em Criciúma e compõe o Conselho Superior de Administração da Fucri.




A Megaliquidação é a união do comércio varejista


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Chegamos à oitava edição da Megaliquidação Criciúma. Um dos momentos mais importantes do ano para o comércio. É quando as lojas se unem, em uma grande promoção para liquidar seus estoques e fazer boas vendas. De outro lado, é a oportunidade do consumidor comprar produtos de diversos segmentos com preços atrativos e várias vantagens. Ou seja, um momento de grande movimentação na economia do município.

A Megaliquidação promoveu uma “revolução” no comércio de Criciúma. Criada em 2003 pela Câmara de Dirigentes Lojistas para incrementar o mês de fevereiro, mês tradicionalmente de pouco movimento, a Mega foi conquistando seu espaço, ganhando a confiança do consumidor. Com ela, fevereiro passou do pior para um dos melhores meses de vendas do comércio de Criciúma. Na próxima semana teremos mais uma edição da Megaliquidação, que neste ano vem com uma grande novidade: o Mega Show de Prêmios, que vai dar quase R$ 25 mil em produtos do Fretta Home Center para um consumidor que fizer compras em uma das lojas participantes da promoção.

Mais uma vez, é preciso estar atento. Apesar deste grande atrativo e da Mega já ter seu nome estabelecido, é preciso alguns cuidados para que a promoção tenha credibilidade e sucesso. A Mega é um momento de liquidação. Devem ser vendidas as peças que, porventura, ficaram no estoque. A intenção é liberar espaço para a vinda de novos produtos. O consumidor precisa encontrar preços justos e ver benefícios em comprar na promoção. Sabe-se que são em períodos de liquidação que muitos consumidores entram em determinada loja pela primeira vez. É, com isso, uma oportunidade para conquistar clientes para o ano todo.

A Megaliquidação é até sábado. Após esta data, todo o material deve ser recolhido. O consumidor precisa identificar que a promoção possui data para começar e para terminar. Isso mostra a credibilidade do evento. Somente assim, vamos fortalecer cada vez mais o nosso comércio e contribuir cada vez mais com o crescimento de Criciúma. o comércio é uma das principais segmentos da economia da cidade. O varejo de Criciúma tem tradição, é forte, atrai consumidores de toda a região e é considerado pólo. A Mega veio para fortalecer isso. Devemos aproveitar este período da melhor maneira possível. Pra quem é lojista, incrementando suas vendas, liquidando estoque e conquistando clientes. Para quem é consumidor, aproveitando as ofertas e economizando em suas compras. Desta forma, todos ganham. A cidade ganha e cresce.

De 8 a 13 de fevereiro é tempo de Megaliquidação.

Perfil
O empresário Itamar Benedet é vice-presidente da ACIC e administrador de empresas, sendo sócio administrativo-financeiro das Casas Benedet. Formado em Administração de Empresas e pós-graduado. Iniciou o curso de Filosofia no Istituto dei Padri Rogazionisti em Roma, Itália. Também possui o Título da “Ordine della Stella della Solidarietà Italiana” concedido pelo Presidente da Itália, Carlo Aseglio Ciampi em 30 de maio de 2005.
Atualmente é presidente do COMVESC (comitato delle Associazioni Venete di Santa Catarina), federação que congrega 28 associações vênetas do estado de SC, vice-presidente do COMITES, jurisdição PR/SC - órgão do Ministério das Relações Exteriores da Itália. Fundou há escola de italiano de Criciúma, a AIBTC (Ass.Italo-Brasileira de Tradição e Cultura de Criciúma e a Ass.Trevisani nel Mondo Secção de Criciúma. Também é sócio fundador da Ass.Bellunesi, Famiglia di Criciuma e diversas associações italianas de Santa Catarina.







Só coragem e dedicação não bastam


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Rui Inocêncio
Vice-presidente da ACIC

Bom mesmo é ser empresário em novela da Globo. Lá eles são sempre bem sucedidos, moram em mansões cinematográficas e se vestem com esmero. Trabalham em escritórios suntuosos, rodeados por secretárias e assessores. Quando não estão viajando ou em restaurantes de luxo, participam de uma ou outra reunião, dão uns telefonemas e na maior parte do tempo recebem amigos e parentes. Pensando bem, é um vidão. Não é a toa que muita gente pensa que todo empresário é uma espécie de marajá. No mundo real, entretanto, a história é bem diferente. A maioria dos empresários está associada a pequenas e médias empresas. Sua jornada de trabalho é sempre longa, estressante e cansativa. Responder por uma empresa envolve riscos e responsabilidades imensas: Desenvolver e fabricar produtos, efetivar vendas, entregar pedidos, cobrar e pagar contas, administrar empregados, negociar com sindicatos e conviver com os concorrentes. E tem ainda os juros altos, a escassez de crédito, o excesso de tributos, as grandes distâncias até os mercados e as deficiências de nossas estradas, portos e aeroportos. É preciso muita coragem para ser empresário no Brasil. Mas só coragem e dedicação não bastam. É preciso mais do que isso: Criciúma e sua região metropolitana abrigam um pólo empresarial vibrante e diversificado. Entre aqueles que nos visitam, não há quem não se impressione com a coragem e a capacidade de nossos empresários. Infelizmente, não há também quem não se pergunte por que a nossa região não consegue apresentar o mesmo crescimento econômico das outras. Existem diversas razões para isso, e uma delas é o baixo nível de engajamento setorial em nosso meio empresarial. Temos aqui em nossa região milhares de empresários, trabalhadores e vitoriosos na gestão de suas empresas, mas que ainda não conseguiram viabilizar uma representação empresarial à altura. Não estou me referindo aos dirigentes das entidades empresariais, que atuam hoje e atuaram no passado com tanto empenho e competência, mas àqueles empresários que não reservam espaço suficiente em suas agendas para atuar, em conjunto com seus pares, em causas que são de interesse do meio empresarial e de toda a sociedade. Temas como a duplicação da BR 101, o aeroporto regional, o anel viário, o acesso à BR 101, o plano diretor, a contenção das enchentes e tantos outros, deveriam receber dos nossos empresários tanta atenção quanto têm recebido do meio político, das entidades da sociedade civil, das entidades de classe e de outros segmentos formadores de opinião. A ACIC vem liderando esse processo e trabalhando incansavelmente pelo desenvolvimento da classe empresarial e pelo encaminhamento dessas e de tantas outras questões. Os resultados são animadores, mas certamente teriam sido melhores se a entidade tivesse contado com uma presença maior daqueles a quem representa, os empresários. A nova diretoria da ACIC está totalmente comprometida com essa causa e convida a todos os empresários de Criciúma e região a juntar forças e fazer valer, por intermédio de sua entidade representativa, a pujança de nossa economia. Contamos com você.

Perfil

Rui Inocêncio é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina. É gerente de desenvolvimento do Grupo Empresarial Jorge Zanatta, um dos maiores grupos empresariais do Estado. Já passou pelos cargos de gerente industrial e gerente técnico da Imbralit e Canguru, ambas empresas do Grupo Zanatta. Também foi consultor em sistemas de custos, gestão, planejamento e controle de produção de diversas empresas de Criciúma e região.
É diretor técnico e membro do Conselho Superior do Instituto Brasileiro do Amianto Crisotila, com sede em Goiânia.
Foi vice-presidente de Relações Externas e Sociais do Criciúma Esporte Clube na gestão 2004/2005 e Primeiro Secretário do Conselho Deliberativo na gestão 2002/2003.






Como tomar decisões difíceis


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Reginaldo Borges Fernandes
vice-presidente da ACIC

Em uma noite o telefone tocou. O homem que ligou, pediu algumas informações sobre a legislação referente a estupro. A bibliotecária, que trabalhava no plantão de dúvidas e consultas de uma biblioteca pública, fez varias perguntas para esclarecer qual era a dúvida dele. Depois, seguindo as normas da biblioteca de manter as linhas telefônicas livres, disse ao homem que retornaria a ligação em alguns minutos assim que realizasse a pesquisa. Ela anotou o nome e o número de telefone dele e desligou.
Enquanto se levantava para fazer a pesquisa, um homem que estava sentado na área de leitura, perto da mesa do plantão de dúvidas e consultas aproximou-se dela. Mostrando um distintivo de policial, ele perguntou o nome e o telefone da pessoa que tinha falado com a bibliotecária. Fazia isso, porque a conversa que havia escutado levava o detetive a suspeitar de que o homem fosse um estuprador que havia atacado na noite anterior.

Foi isso o que aconteceu com a bibliotecária descrita por Kidder.

O que ela devia fazer? Por um lado, ela era uma cidadã, concordava com a necessidade de manter a lei e a ordem. Como mulher, ela se preocupava bastante com o fato de haver um estuprador a solto pela rua. Por outro lado, ela sentia que sua ética profissional como bibliotecária exigia a proteção da privacidade das pessoas que telefonava em busca de informações, achava que o livre acesso a informação era crucial para o sucesso da democracia. O direito a privacidade deveria ser estendido a todos. Afinal de contas, e se esse homem não fosse um estuprador, se fosse simplesmente um estudante de direito?

A decisão na qual ela se defrontava era claramente a escolha certa. Era certo apoiar a polícia na busca da ordem e da lei, mas também era certo resguardar a privacidade, como exigia seu código profissional.
Cada indivíduo possui seu próprio censo de decisão e de visão entre o certo e o certo, todos nos estamos certos, dependendo do seu caráter e valor pessoal.

Pensem um pouco, uma simples trapaça na conclusão de um trabalho de faculdade. Que reflexo teria essa decisão? Imagine como se formaram os jovens engenheiros dos prédios onde moramos, como se formaram nossos jovens médicos? E onde eles adquiriram suas experiências profissionais?

É de fato um crime sem vítimas. Basta estar sentado na cadeira do responsável pelo recrutamento de uma empresa, assistindo ao desfile de jovens talentos pós-graduados que vêm para a seleção, para contemplar a probabilidade estatística de que três a cada quadro jovens, trapacearam para chegar até a sua porta.

Como escolher entre o certo e o certo, como saber quando decidir algo, e decidir corretamente a vista do macro?

Para os jovens, nossa maior dificuldade na tomada de decisão muitas vezes é a nossa imaturidade, a falta de exemplos faz com que estagnemos nossa imaginação, sem exemplos não podemos comparar, sem comparação não podemos prever o erro, sem prever o erro não podemos fazer, sem fazer algo, mesmo que seja errado jamais conseguiremos recomeçar e aprender a tomar a decisão certa. Nada disso tem justificativa, no século XXI sobreviveremos com a moralidade de atenção plena, sobreviveremos onde a razão moderar o choque de valores e a intuição instruir nossa tomada de decisões.

Não justificamos nossos erros ou acertos, apenas queremos aprender. Poderíamos ficar citando inúmeros casos e exemplos de como tomar a decisão certa. Esses casos são pequenas reflexões de como devemos agir perante as incertezas. Dificuldades de escolher a profissão, qual curso devemos iniciar na faculdade, que rumo deve tomar na vida!

Ser empreendedor é um estilo de vida, na ACIC vimos isso, trocamos experiências, multiplicamos conhecimento, crescimento, ousadia. Na ACIC aprendemos a ver, escutar e falar pressionando a intuição com o objetivo de aprender e ensinar.
Participando de movimentos onde empreendedores são os atores, jamais precisaremos fraudar, burlar ou errar, porque lá, aprendemos a ser, a crer e a existir de fato.

Associação empresarial e Associação de jovens empreendedores são as casas oferecidas ao empreendedor que gostaria de saber, como tomar decisões difíceis.

Abraço a todos!



Perfil

Reginaldo Borges Fernandes é empresário e presidente da Associação de Jovens Empreendedores de Criciúma (AJE). Formado pela Associação dos diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG). É integrante da AJE há cinco anos, onde foi diretor de Recursos Humanos e também vice-presidente do Extremo Sul do Conselho Estadual do Jovem Empreendedor de Santa Catarina.
Na diretoria da ACIC coordenada a vice-presidência do Programa Empreender.







Otimismo: a palavra da vez


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O ano de 2009 foi marcado por medos e inseguranças em toda economia mundial. Crise foi a palavra que os empresários mais falaram e ouviram falar nos meios de comunicação de massa neste período. Até mesmo aqueles que nem haviam sido afetados pelas oscilações impostas pelo cenário mundial deixaram se abater, aparentemente, pela onda de pessimismo que tomou conta do globo. Em meio a tanta insegurança o reflexo sobre os negócios mundiais foi de impacto profundo. Índices de desemprego, a inadimplência cresceu e o credito ficou mais restrito. A apreensão tomou conta até mesmo da população mundial, preocupada com o desenrolar do próximo capítulo.
No início, todos falaram em crise das hipotecas, subprime, crise do mercado financeiro, crise das fábricas automotivas, crise econômica, e finalmente a crise mundial.
Com o desenrolar de todas estas crises, alguns estudiosos passaram a analisar o comportamento humano e descobrir que além de tudo, vivemos hoje uma crise ética e de valores. Segundo algumas das conclusões do próprio Fórum Econômico Mundial, a maioria das pessoas não aplica valores morais no ambiente de trabalho. Seria isto também uma crise de otimismo?
Figura lendária do século 20, político e grande estrategista, Winston Churchill tornou-se conhecido no mundo todo no início do século 20 por planejar uma das fugas mais espetaculares da história das guerras, após participar e tornar-se prisioneiro na Guerra dos Boêres na África. Para ele “um pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; um otimista vê oportunidade em cada dificuldade.”
Não há como negar que a crise existiu, que fez parte do nosso cotidiano e influenciou para o cenário tão negativo. Mas temos que admitir que tivemos influência nessa história toda, afinal nosso pavor colaborou com a onda de pessimismo. O brasileiro, naturalmente considerado otimista, se viu inundado por informações que chegavam de todos os lados, trazendo dados preocupantes e números cada vez piores no cenário econômico mundial. E o caminho natural foi entrar na onda de pavor e medo, aproximando a realidade do caos.
O certo é que bom ou ruim, 2009 foi embora. E para 2010 os especialistas no assunto já falam em boa recuperação mundial. Ou seja, não temos mais “desculpas” para não colocar nossos planos em prática. Principalmente nós, empresários, que tão responsáveis somos em fomentar a geração de empregos e negócios na nossa região.
O ano de 2010 será de vitórias e conquistas, é nisto que devemos acreditar e nos apegar. Embora devagar, ações positivas trazem alento à nossa região. A BR 101 está sendo duplicada e assim que estiver concluída trará desenvolvimento e segurança para a região e nosso estado. O aeroporto regional de Jaguaruna está saindo do papel enquanto o Diomício Freitas, na região carbonífera, depois de tanto tempo de impasse, inicia 2010 com voos para os empresários que dependem de meios de transportes ágeis e seguros. Sem contar os investimentos de empresas e a abertura de outras tantas programadas para este ano.
Então não seria este o momento de pararmos e olharmos para a crise como uma grande oportunidade de transformar nossos sonhos e desejos em metas com objetivos a serem alcançados? Refletir acima das dificuldades, ter um planejamento empresarial e pessoal, estudar a própria dificuldade, com otimismo de quem vai achar uma saída brilhante, ao invés de nos deixar dominar pelo pessimismo e desespero gerado por todos. O otimismo sozinho não alcançará nossas objetivos, mas nos leva a buscar sempre a melhor solução, nos motiva a planejar e nos estruturar em busca da oportunidade que vem junto com a dificuldade. Olhemos para o horizonte, para a onda, e vejamos o que podemos encontrar depois de vencê-la, e não nos deixar ser derrubados por ela. Nos dias em que o mar é calmo, é muito mais fácil de vencê-la. E nos dias de mar agitado? Precisamos buscar as soluções, pois o caminho a percorrer é o mesmo, o que determinará a vitória é o otimismo e a força de vontade que colocamos nesta empreitada.
Enquanto alguns se lamentam, outros crescem. Na história dos séculos, sempre vivemos crises, e enquanto muitos caem, muitos outros se erguem. A oportunidade está nos olhos de quem a vê. Você já viu a sua oportunidade hoje?

Cide Damiani
Empresário do ramo da confecção. Sócio-fundador da Damyller desde 13 de março de 1979 e vice-presidente da Acic.






Participação e comprometimento levam ao desenvolvimento


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Liliane Manenti
vice-presidente da ACIC

As empresas estão inseridas em um ambiente que sofre profundas mutações. Inúmeros são os fatores que os empresários precisam observar para poderem antecipar ou até mesmo acompanhar a velocidade em que se movimenta o mundo dos negócios. O que acontece é que esses fatores são incontroláveis, portanto independem da nossa vontade.
Crescimento da população, mudanças na composição etária, étnica e nos níveis de instrução, aumento de famílias não tradicionais, migrações, distribuição de renda, níveis de poupança, endividamento e disponibilidade de crédito, escassez de matérias-primas, maiores custos de energia, níveis de poluição, papel mais efetivo dos governos no que diz respeito à proteção ambiental, acelerado ritmo de mudanças tecnológicas, oportunidades ilimitadas para inovações , aspectos políticos, legais, socioculturais, fornecedores, clientes e concorrentes estão entre nos inúmeros fatores que compões esse mix de variáveis incontroláveis que desafiam o mundo empresarial a superar as adversidades do dia a dia.
Muitas empresas não conseguem ver as mudanças como oportunidades. Suas estratégias, estruturas, sistemas e culturas organizacionais ficam cada vez mais obsoletas e disfuncionais.
Os fatores ocorridos nos últimos tempos assinalaram profundas mudanças no relacionamento empresa consumidor onde as expectativas por parte do clientes, se tornam cada vez maiores com relação a produtos e serviços que satisfaçam suas aspirações e os encantem a cada dia.
Fica evidente que para nos destacarmos no mercado precisamos além de conhecimento, técnicas de gestão, qualidade em produtos e serviços, muita criatividade pois em inúmeras situações os recursos ficam mais escassos, e o que acaba fazendo a diferença é um pequeno detalhe.
Neste contexto cada vez mais precisamos de empresas que possuam pessoas empreendedoras, pró ativas, com capacidade de liderança, sensibilidade capacidade estratégica, que acreditem que as empresas precisam ser reinventadas a cada dia , que não tenham medo de serem desafiadas e não fujam dos desafios, acreditem no seus sonhos e acima de tudo, percebam que as empresas não são uma ilha, e portanto, se o setor ou a região estiverem fortalecidos todos serão beneficiados.
A ACIC é peça fundamental para a retomada do desenvolvimento da nossa região, e o mais importante está se fortalecendo a cada dia.
Para isso é necessário unir forças, participar e se comprometer, pois só assim poderemos não só cobrar como também contribuir, seja no que se refere a infraestrutura, educação, qualidade de vida, representatividade política entre outros fatores tão necessários ao crescimento de uma região.

Perfil

Cursou Administração de Empresas na Universidade do Extremo Sul Catarinense, especialista em Marketing e Gestão Estratégica. Atua no ramo de varejo na empresa Supermercados Manenti Ltda nas áreas de Recursos humanos, Comercial e Marketing. É vice-presidente Região Sul da Associação Catarinense de Supermercados - Acats. Como professora universitária iniciou suas atividades na Fundação Universitária Barriga Verde- FEBAVE, atualmente leciona na Escola Superior de Criciúma- Esucri, nos cursos de graduação e pós-graduação.





Visão das oportunidades


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Ter visão empreendedora para os negócios é essencial. Porém, tão importante quanto esse perfil empreendedor, é a percepção, a visão estratégica. Faço essa observação pensando no nosso setor cerâmico sul catarinense. Abalado pelas constantes baixas no Dólar, que tornaram as exportações praticamente inviáveis, o setor focou suas estratégias para o mercado interno.
Com o início da desvalorização do Dólar em 2006, as empresas do segmento que obtinham uma parcela alta de seu faturamento com a exportação, a Eliane, por exemplo, exportava cerca de 33% chegou a 12% com a desvalorização cambial, iniciaram um novo processo de venda interna. Esse excedente de produtos deveria ser agora absorvido pelo mercado interno, mas não era somente isso, precisávamos nos adequar ao nosso público, tanto em produtos, como na própria área comercial.
Todo este processo, iniciado há quatros anos, vem agora dando resultados positivos. A grande prova disso, foi o sucesso absoluto na Feira Revestir, que aconteceu na semana passada, em São Paulo. Nossos clientes aprovaram os produtos, e mais que isso, os nossos próprios vendedores foram conquistados pelos lançamentos que viram, ou seja eles já compraram o produto na feira, e isso é um bom começo para os negócios ao longo do ano.
Este cenário positivo que estamos vivendo compartilha do momento que o Brasil vem atravessando, estamos sendo reconhecidos como uma economia importante. Passamos muito bem a crise econômica dos últimos anos, porém é claro com momentos bastantes conturbados, e estamos chamando a atenção mundial. Some-se a tudo isso dois momentos que também vão atrair todas as atenções ao nosso país, em 2014 a Copa do Mundo, e em 2016 as Olimpíadas. Nestes próximos anos, portanto, precisamos ter essa visão estratégica não somente o setor cerâmico, mas onde todos terão oportunidades de aumento de demanda, gerando receita e colocando as empresas em um ritmo acelerado de crescimento. Serão necessários muitos investimentos para atender toda a infraestrutura necessária para estes grandiosos eventos. Os impactos econômicos para o Brasil serão inúmeros antes, durante e depois do encerramento destes episódios. Assim como o setor cerâmico, cabe aos demais segmentos econômicos focar estrategicamente e tirar todos os proveitos desse momento.
É essencial que saibamos aproveitar e estar preparado para este desafio, ter então a visão estratégica. Pensar, planejar, preparar-se e iniciar as ações que rumem ao crescimento. Essas questões todas que nos permeiam nos negócios são debatidas na Associação Empresarial de Criciúma. Discussões são feitas constantemente entre os empresários e isso nos auxilia a ter uma visão mais ampla de outros segmentos que ali se encontram, como o de alimentos, tintas, construção civil, confecção, serviços, metalmecânico, embalagens e outros, ampliando nossas perspectivas de mercado.
A importância da ACIC nos debates sobre o desenvolvimento da cidade em todos os seus âmbitos é hoje inquestionável e reconhecida e a discussão entre os empresários é estimula por esta instituição.

Perfil
Francisco Gaidzinski Bastos é formado em engenharia química pela Universidade Federal de Santa Catarina e pós-graduado em Gestão da Qualidade pela Unesc. Trabalha na Eliane Revestimentos Cerâmicos há 20 anos. Ocupa o cargo de gerente industrial, atualmente, da Eliane II desde 1998.
Também realizou cursos de desenvolvimento gerencial pelo Centro de Excelência Empresarial (CENEX) de Porto Alegre.
Foi membro da diretoria da ACIC na gestão 2004/2005 e atualmente é vice-presidente da Associação para a gestão 2010/2011.





Área de Preservação Permanente e Desenvolvimento Sustentável


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Hélcio Ramos de Jesus
Vice-presidente da ACIC

Áreas de Preservação Permanente são áreas de grande importância ecológica, cobertas ou não por vegetação nativa, que têm como função preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar geral.
A cultura totalmente equivocada, tanto a nível regional, estadual e até mesmo de Brasil, e mais particularmente na região carbonífera, relativamente às questões ambientais frente ao crescimento econômico, desenfreado, contribui para a ocorrência de vários crimes ambientais, traduzidas por ocupações desordenadas, atividades agropastoris e demais segmentos fabris e industriais, que resultam em áreas degradadas; inundadas; com conseqüentes escorregamentos/erosões do solo, culminando num verdadeiro caos.
Essas ações antrópicas generalizadas, aliadas ao não conhecimento e consciência ambiental, obrigam a aplicação das Leis Ambientais vigentes há anos e aquelas editadas recentemente, objetivando simplesmente a punição.
As Leis Ambientais devem ser respeitadas e cumpridas sim, mas observando-se que o crescimento socioeconômico em todo Brasil é inevitável, alternativas inteligentes devem ser estudadas e criadas por equipes multidisciplinares, para que se encontre soluções para um crescimento criterioso, seguro e sustentável, preservando-se a natureza, e para isso, a necessidade de uma visão macro do desenvolvimento econômico social, com a utilização criteriosa das áreas, incluindo-se as de Preservação Permanente.
Como atividades de baixo impacto, a norma autoriza, em propriedades privadas localizadas em áreas de preservação permanente, a intervenção ou supressão da vegetação para abertura de pequenas vias de acesso interna, construção de pontes e pontilhões sobre rios, captação de água para abastecimento doméstico e tratamento de lavouras e animais, implantação de trilhas para o desenvolvimento de ecoturismo, construção de cercas e outras intervenções.
Portanto, a utilização da área no percentual permitido pela Legislação Ambiental é a maneira inteligente de preservação do meio ambiente como um todo.

Perfil
É vice-presidente para assuntos de meio ambiente da Associação Empresarial de Criciúma. É Diretor da Protol - Projetos de Engenharia e Consultoria. Membro e ex-diretor da IBAPE- Instituto Catarinense de Engenharia de Avaliações e Perícia: diretor da ACEAG -Associação dos Engenheiros Agrimensores - Criciúma - SC.
Engenheiro Agrimensor - UNESC/1984; Engenheiro Civil UNESC/2007; Especialista em Engenharia de Avaliações e Perícias UFSC/IBAPE-SC/CREA-SC/2009 -CREA/SC 18.260-7. Formado em Consultoria pelo IEA - Instituto de Estudos Avançados, Formado em Transações Imobiliárias Creci N. 6.744. . Participação em vários cursos na área de Engenharia de Avaliações e Perícias. Perito Judicial na Justiça Estadual, Federal e Ministério Público Estadual, atuando há mais de 30 anos na área judiciária e consultiva em todo o Estado de Santa Catarina, entre outros Estados da Federação.






Associativismo e o trabalho social


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Unir pessoas em prol das mesmas metas parece tarefa fácil. Essa união que precisa de pessoas que lutem pelo bem comum, doando seu tempo e seus conhecimentos é o que chamamos de associativismo, palavra que tanto ouvimos falar, mas que poucos se dispõem em realmente integrar essa realidade associativista.
Abro aqui uma pergunta que muitas vezes tento responde-la, mas que ainda não consegui defini-la. O espírito associativista é algo inato ou podemos aprender a gostar com o passar do tempo?
“O associativismo sobrevive de uma dinâmica sustentada na participação ativa e voluntária dos cidadãos. Contudo, essa atitude voluntariosa e gratuita não é fácil de encontrar e, por vezes, a participação associativa está condenada à ingratidão e à crítica fácil. Urge mudar mentalidades e predispor a cidadania para uma participação mais ativa e comunitária”.
No meu caso, isso é inato. Desde a adolescência já me vi pré-disposta a esse tipo de trabalho, que veio a iniciar-se na faculdade com minha participação no Projeto Rondon e também no diretório acadêmico. Foi a partir destas experiências que descobri este lado das pessoas, em que a doação de cada um num projeto leva a um grande resultado, que sozinhos seria muito mais difícil de realizar.
Um exemplo claro e de magnitude no nosso Estado e região são os JOVENS EMPREEDEDORES (AJE). Eles estão fazendo a diferença! Não só em particular como também no meio em que trabalham e vivem. Esse é o lado bonito do ASSOCIATIVISMO.
Desenvolvendo este lado associativista, logo nos vemos também envolvidos nos projetos sociais. E se passaram 40 anos desde a experiência do Projeto Rondom, tempo suficiente para nos dedicarmos a diferentes atividades lincadas ao social.
O associativismo, com o sentido de co-operação, é um fenômeno que pode ser detectado nos mais diferentes lugares sociais: no trabalho, na família, na escola, realizando então o trabalho social.
Escrevo aqui alguns trechos de um poema que ilustra uma atitude comum face ao associativismo.

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o otimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

Agora não, que é hora do almoço…
Agora não, que é hora do jantar…
Agora não, que eu acho que não posso…
Amanhã vou trabalhar.

Sempre ouvimos desculpas de quem não temos tempo para contribuir, para ajudar, para participar mais ativamente dos problemas da nossa sociedade. Como vice-presidente da ACIC para assuntos comunitários me vejo mais uma vez diante de um desafio. A ACIC, entidade associativista, que contribui para tentar solucionar problemas da sociedade e também aumentar as experiências e conhecimentos das pessoas que ali estão, abre agora uma diretoria para responsabilidade social. De que forma podemos contribuir com as entidades sociais e beneficentes. Estamos abertos para construir caminhos que beneficiem e fortaleçam essas instituições. Mesmo que não nos venha de berço esse espírito de união, precisamos contribuir com o nosso papel de cidadãos e nós da ACIC estamos de braços para recebê-los.

Perfil

Formada em Ciências Biológicas pela FUCRI/UNESC em 1975.
Foi professora e Química e Biologia durante 30 anos em Criciúma
Atuação na Pastoral da Criança da Diocese de Criciúma, no Planejamento Familiar no Curso de Noivos e nas Associações Italianas
Desde l986 dirige com a família a Milane Confecções.
Vice-presidente do Conselho Estadual da Mulher Empresária de Santa Catarina e coordenadora de Relações Públicas da Câmara da Mulher Empresária de Criciúma.






Missão abre portas para negócios na Turquia, Israel e Jordânia


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Diomício Vidal
vice-presidente da ACIC

Quando chegamos em países distantes percebemos a atração econômica que o Brasil exerce mundo afora. Não só percebemos como comprovamos esse poder que o Brasil exerce durante o período em que estivemos em missão empresarial liderada pela Fiesc, Federação das Indústrias de Santa Catarina, à Turquia, Israel e Jordânia, de 11 a 19 de março. Nestas regiões de história e comércio milenar, banhadas por mares de grandes navegações, o Brasil e seu enorme potencial consumidor de 180 milhões de habitantes é um país muito bem recebido.
Na Turquia, um país de economia em crescimento e que busca ser aceito na União Eurpéia, tivemos o privilégio de sermos a primeira missão empresarial brasileira oficial a visitar o país. No roteiro a Fiesc assinou acordo de cooperação com a federação de indústria e comércio do país. Também tivemos reuniões de negócios setoriais com empresários e pudemos conhecer o maior parque industriais de confecção do país que produz para uma rede de 275 lojas próprias, além de fornecer para outras empresas mundo afora. Em Ismir, pólo industrial e marítimo da Turquia, nossa missão também foi recebida com entusiasmo. Ali conhecemos a zona franca com 245 indústrias instaladas em um espaço de 2,2 milhões de metros quadrados. Outro ponto que destaco em Ismir é o projeto de parceria entre entidades empresariais e poder público para administração do centro de eventos local. Com certeza uma idéia que poderia ser implantada por aqui. Após encontros e apresentações das potencialidades catarinenses e turcas tenho certeza que alinhavamos um belo namoro. Resta agora aos nossos empresários buscar na Fiesc essa aproximação para que o casamento se concretize.
Do território turco nossa missão partiu para Israel, onde nossos cinco membros se integraram à comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um seminário reunindo 200 empresários. Na visita a Israel percebemos o grande poder tecnológico daquele país. No seminário Brasil/Israel também foram formadas mesas de negócios e a Fiesc pode apresentar o potencial catarinense. Antes de partirmos para nossa última missão oficial conhecemos ainda em Israel o museu do diamante, que movimenta a fantástica quantia de U$ 12 bilhões de dólares anualmente.
Nosso último compromisso oficial antes do retorno ao Brasil foi na Jordânia. Neste país de monarquia milenar fomos recebidos por 470 empresários, onde também tivemos a presença do presidente Lula. Falando em nome da Confederação Nacional da Indústria, nosso presidente Alcântaro Correa, teve a oportunidade de mostrar o potencial da economia brasileira. No evento à tarde Correa mostrou o potencial turístico catarinense e assinou acordo de cooperação entre a Fiesc e a Federação da Indústria da Jordânia. Penso que assim como na Turquia e Israel, conseguimos neste evento proporcionar uma abertura muito grande para futuros negócios. Como já disse, o namoro foi iniciado. Agora só resta o interesse do nosso empresariado em utilizar a Fiesc e suas câmaras de relacionamento para buscar esses novos mercados.


Perfil
O empresário Diomício Vidal é vice-presidente da ACIC, tendo sido duas vezes presidente da entidade. É secretário da Facisc - Federação das Associações Comerciais e Industriais de Santa Catarina e diretor da Fiesc - Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina. Esteve em missão à Turquia, Israel e Jordânia à convite da Fiesc, acompanhando o presidente, Alcântaro Corrêa, e o diretor Henri Quresma.
O emprésário Diomício Vidal é proprietário das confecções Modal e Modal Class, que em 2010 completou 50 anos de atividades. Vidal é fundador do Sindicato da Indústria de Vestuário, Sindivest, sendo seu primeiro presidente.
Nestes 50 anos de atividade empresarial tem sido uma liderança, promovendo o associativismo e o desenvolvimento do sul Catarinense





Nosso desenvolvimento depende da infraestrutura


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Sinésio Volpato
vice-presidente da ACIC

A região sul de Santa Catarina tem vivido num verdadeiro isolamento, do ponto de vista do sistema viário. O transporte rodoviário sobre com o sufocamento da BR- 101, construída há cerca de quatro décadas e que se encontra completamente saturada. O processo de duplicação já dura muitos anos e parece difícil imaginar-se que chegaremos ao fim. Parece, também, que assim concluída, a duplicação já vai mostrar alguns trechos também saturados carecendo pista auxiliar. Não temos também um aeroporto em condições de atender à demanda regional.
Não é somente o meio empresarial que paga a conta pelo atraso nas obras da BR -101 e aeroporto regional, a sociedade como um todo sofre. São horas de pesadelo na rodovia precária, sobressaltos a cada vez que se utiliza do trajeto, além das inúmeras vidas ceifadas em função disso. Está difícil para ver o fim desse suplício, mas temos que acreditar que com a contínua mobilização das forças da sociedade no seu todo, teremos encurtado o tempo para a conclusão das obras.
Temos ainda o isolamento ferroviário, na medida em que a Ferrovia Teresa Cristina não tem ligação com a malha ferroviária nacional. A região tem o privilégio de ter um dos melhores portos do Brasil, com um sistema viário adequado, poderemos explorar melhor este grande recurso natural.
A interligação da Ferrovia Teresa Cristina com a malha nacional é fundamental para incrementar o movimento do Porto. Também para a economia regional, que trabalha com muitos produtos cujo custo de transporte é um componente importante no custo total dos produtos, como é o caso do carvão, produtos cerâmicos, etc. A possibilidade de acesso aos maiores mercados do sudeste e mesmo nordeste utilizando o sistema ferroviário, vai tornar o produto da região mais competitivo. Na economia globalizada que temos hoje, o mercado é cruel para os não competitivos. É fundamental, então, que tenhamos igualdade de condições em relação às demais regiões.
Quando analisamos um local para implantar uma empresa levamos em conta alguns fatores. Entre eles, a disponibilidade de insumos, facilidade de acesso aos mercados de matérias-primas e comercialização dos produtos. É evidente que havendo boa infra-estrutura de logística, os investimentos ficam mais viabilizados. Precisamos ter facilidade de acesso aos grandes mercados nacionais, como sudeste e também acesso ao mercado externo. A região sul tem grande vocação empreendedora. Se a infra-estrutura existir, não faltarão iniciativas de Estamos vivendo um tempo de esperança. As várias frentes estão desenhadas. Agora temos que continuar marcando de perto para que os cronogramas não sejam abandonados. Precisamos de rodovia em condições, ferrovia interligada à malha nacional e aeroporto que atenda condizentemente à população da região. O próprio desenvolvimento do turismo regional também pode ser muito incrementado.
Nunca é demais ainda, lembrar que um fator fundamental para o desenvolvimento é a educação. Há poucos dias ouvi um pensamento que faço questão de repetir aqui. Muito falamos que devemos deixar um planeta melhor para os nossos filhos. Mas, não devemos deixar de pensar, também, que devemos deixar filhos melhores para o nosso planeta. Isso vamos fazer através da educação, tanto na natureza como na história as coisas devem caminhar para melhor. O dia de amanhã tem que ser melhor que o de hoje, as pessoas de amanhã tem que ser melhores que as de hoje. A educação é a chave.

Perfil

O empresário Sinézio Volpato foi superintendente do setor agroindustrial do Grupo Eliane, Agroeliane, durante 18 anos. Desde 1996, é presidente da Agrovêneto S.A, indústria de alimentos, empresa que ajudou a fundar, localizada no município de Nova Veneza.
Em 2003, recebeu prêmio de mérito em Administração: Administrador do ano no estado de Santa Catarina", conferido pelo Conselho Regional de Administração.
É vice-presidente da ACIC para Assessoria Estratégica e Infraestrutura.




O Tempo que perdemos


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Donato Zanatta
vice-presidente da ACIC

Nos anos 70 Criciúma era uma cidade que despontava como uma da mais promissoras para o empreendedorismo e para emprego. Nossa cidade era citada em pesquisas de revistas especializadas entre as que ofereciam maior potencial de crescimento no Brasil, além de cidade boa para se morar. Éramos a quinta cidade em arrecadação do ICMS no Estado, brigando para ser a quarta.
Nesta época despontavam, além da mineração do carvão, a indústria cerâmica e com ela seus fornecedores agregados, o pioneirismo da indústria plástica e seus empregos com mão de obra qualificada, a indústria metal-mecânica, da construção covil,de calçados, têxteis, dentre outras. Foi lá também que começos a despontar a maior rede de supermercados do Estado de Santa Catarina.
O comércio e os serviços de um modo geral, antevendo o progresso que viria com a geração de emprego e renda, que somente a indústria proporciona com rapidez, se preparou para bem atender a demanda que surgiria naturalmente proporcionando o que vemos hoje – Criciúma cidade pólo da região sul do Estado -e o melhor centro de compras entre Florianópolis e Porto Alegre.
Felizmente naqueles tempos, tivemos um prefeitos com visão estratégica de longo prazo voltada para desenvolvimento que não mediram esforços para dotar o município da infra-estrutura necessária para atender a acelerada industrialização que ocorria. São daquela época ações como: retirada dos trilhos da estrada de ferro do centro da cidade para o Pinheirinho – imagine Criciúma sem a avenida centenário hoje - , ligação alfáltica da cidade com a BR 101 via Rod. Luiz Rosso e Jorge Lacerda, o distrito industrial da quarta linha, unidade do Exército Brasileiro, construção da estação rodoviária intermunicipal, somente para citar algumas.
Além das providências básicas que se tomavam no município para atrair as indústrias a se instalarem aqui, havia na administração municipal vontade real e ações para que isto ocorresse.
Infelizmente nos anos que se passaram, as administrações municipais se despreocuparam com a industrialização achando que Criciúma deveria ser um pólo de serviços, como se fosse possível existir o serviço sem a geração do emprego e da renda da indústria.
A conseqüência desta política ficou demonstrada pela absoluta falta de capacidade de investimento que Criciúma ficou nos últimos anos. Somente para ilustrar, passamos para nono lugar na arrecadação do ICMS, tendendo a ser o décimo se nada fizermos.
Para minha alegria, assistindo no início do ano na sede da ACIC a apresentação do planejamento estratégico da administração municipal atual para os próximos 20 anos - eu disse 20 anos, o foco está no DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. Ufa!
Nós da ACIC, liderada pelo empresário Olvacir Bez Fontana estamos juntos nesta luta e a disposição do Passo Municipal para contribuir no que for necessário neste processo.
Se não for pedir muito, gostaria que fosse criado um comitê subordinado diretamente ao Prefeito e/ou Vice-Prefeito composto de representantes da indústria e serviços para bem atender os empresários que nos procuram para aqui investir e dar celeridade aos seus pleitos. Acho também que devemos ter junto ao órgão do Governo do Estado que recebe os empresários interessados em novos investimentos em Santa Catarina, um representante para tentar direcioná-lo para nossa região
Para finalizar, quero deixar claro que nós da ACIC entendemos que o desenvolvimento deve ser pensado e realizado de forma regionalizada e integrada.

Perfil
Donato Zanatta é formado em administração de empresas e em pós-graduado em finanças e gestão empresarial. É sócio-fundador e Presidente do Conselho de Administração da Tubozan, membro da diretoria do SINPLASC e do Conselho Estratégico ASFAMAS-PVC.





Retorno para o desenvolvimento regional


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Venício Neves Pereira
Vice-presidente da ACIC

Os sábios aprendem com os erros dos outros, os inteligentes com seus próprios. Acredito que o maior equívoco que cometemos na vida é, portanto, continuar no erro. Penso que nosso papel neste caso é reconhecer que somos responsáveis pela situação que vivemos, devemos nos reunir e refletir onde devemos mudar e que caminho devemos seguir. Faço esta reflexão com base na situação econômica da nossa região. Todos sabem que Criciúma já foi quarta cidade com maior retorno de ICMS em Santa Catarina. Hoje amargamos uma lamentável décima primeira colocação.

Então, nada mais oportundo do que olhar nossos erros e tentar aprender um pouco. Hoje temos uma perspectiva de futuro muito positiva. Em breve vamos viver em um ambiente propício ao desenvolvimento de nossa região. A duplicação da BR 101, que mesmo com todo atraso vai acontecer. O aeroporto Regional de Jaguaruna, que é fruto de uma decisão inteligente, vai viabilizar vários voos diários. Sabemos das limitações do Aeroporto de Forquilhinha, que não recebe passageiros de todo o sul e vai estar em uma região muito instável em condições metereológicas. Isso já inviabilizou várias tentativas de termos mais voos diários. Penso que em Jaguaruna essa realidade vai mudar significativamente. Este aeroporto vai atender uma região de aproximadamente 800.000 habitantes, com possibilidade de quatro a seis voos diários para os grandes centros.

Outro aspecto positivo para esse desenvolvimento é a estrutura de educação. Temos em Criciúma e região, várias escolas profissionalizantes de reconhecimento nacional e internacional. Centros de ensino como SATC, SEDUP, entre outros, que formam excelentes profissionais, que quando formados são disputados por empresas em todo Brasil. Temos excelentes Universidades, com excelentes cursos. Vamos combinar, portanto, que as ferramentas nós, ou a região sul do estado, já tem. Mas, por que não decolamos então?

Voltamos a questão dos erros e acertos. Dois fatores são muito importantes para o crescimento de uma região. São denominados CAPITAL e TRABALHO. Ambos devem ser semelhantes a um casamento. Pode haver alguns desentendimentos, mas sempre um deve querer o sucesso do outro. Caso contrário nenhum dos dois se desenvolverá. É preciso a parceria, a união, ainda que cada um tenha sua ideologia. Radicalismo somente traz a pobreza para os dois lados. E esse é um erro que vivemos na nossa região. Um bom exemplo a se aprender e não repetir.

Penso também que devemos ser mais criteriosos na escolha de nossos líderes. O sucesso só se consegue com trabalho e muitas lutas. Com isso, nossos políticos devem criar um ambiente favorável, com metas e objetivos muito claros, que sejam capazes de proporcionar uma união de objetivos e que defendam os interesses de nossa região. Temos hoje uma boa representatividade e precisamos mantê-la. Um acerto, com certeza.

Para finalizar, lembramos que nenhuma nação cresceu e se desenvolveu praticando as políticas baseadas nos .......ismo, mas sim com muito trabalho e luta por seus objetivos e acertos.

Perfil
É graduado em administração de empresas e presidente do conselho administrativo da Manchester Química do Brasil/SA e Khemeia Indústria Química S/A. Também é presidente do Sindicato das Indústrias Químicas Sul catarinense.





Acic mantém estrutura e força para crescimento de nossas empresas


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Renato Pieri
Vice-presidente da Acic

A Associação Empresarial de Criciúma (ACIC) tem como responsabilidade ser a difusora e interlocutora das idéias do empresariado, buscando a promoção do crescimento da região Sul do Estado. Para isto, a Associação presta serviços que facilitam a vida burocrática do Associado. O trabalho de loby junto aos poderes constituídos deve visar maior agilidade no atendimento dos pleitos e das demandas empresariais junto a estes poderes.
Na sede da Acic, uma grande estrutura está disponível para auxiliar os associados. Dispomos de mais de uma dúzia de auditórios, com capacidade entre 30 e 200 lugares, salas de apoio e várias salas de reuniões. Na parte de serviços, o leque é ainda maior: Cartão Acicard, Cartão Útil Alimentação, informações do Serasa, Certificados de Origem para Exportação, Junta Comercial do Estado, Programa Empreender (com mais de 10 Núcleos Setoriais), Comunicação Digital, Revista e atendimento a mais de 10 Sindicatos do Sistema Fiesc. Além disso, a partir desta semana, iniciaremos o serviço de Certificação Digital.
Todos estes benefícios são motivos para se tornar um Associado da Acic. Além de usufruir dos serviços já nominados, o empresário terá um porta-voz de peso junto aos poderes constituídos e contribuirá para o progresso da região, uma vez que o associativismo é a mola propulsora do empreendedorismo e crescimento empresarial nos países desenvolvidos. A troca de experiências e de benefícios entre os associados também é fator de redução de custo para os mesmos.
Os núcleos são outro diferencial. Eles proporcionam às empresas menores a possibilidade de buscarem, através das ações conjuntas, o poder de barganha e reduções de custo que seus volumes individuais não permitem. Dispomos de um consultor e um auxiliar à disposição, em tempo integral, para atender os núcleos e as empresas nucleadas, auxiliando as decisões que os empresários membros deliberam em suas reuniões semanais. Esta experiência tem mais de 500 anos e foi trazida do Sul da Alemanha, onde as empresas reunidas num núcleo têm maior probabilidade de sobrevivência, principalmente nos primeiros anos de existência da empresa.
Por outro lado, o empreendedor pode trazer para a Acic seu dinamismo e entusiasmo, como elementos motivadores do Associativismo. Ele deverá agir como agente de difusão de idéias e facilitador de entendimento entre as diversas áreas da sociedade. A Acic, por sua vez, deverá usar seu prestígio como fomentadora do crescimento da região, contribuindo para a redução das mazelas sociais.

Perfil: Renato Pieri é vice-presidente, tesoureiro da Acic. É formado em Ciências, com pós-graduação em finanças e economia e também marketing. É gerente administrativo financeiro da Cecrisa/Portinari e vice-presidente regional Sul da ADVB/SC.





A comunicação como propulsora da produtividade


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Rosa do Canto
Vice-presidente da Acic

Pelo menos uma vez por mês tomo café com os funcionários, para reunir e homenagear os aniversariantes do mês. Estes encontros reúnem funcionários da unidade industrial da Newcolor Etiquetas, no Morro dos Conventos, e são momentos inesquecíveis. Durante o período juntos, falamos de tudo, menos de trabalho. Conheço um pouco da vida de cada um e eles têm a oportunidade de se conhecerem, saber da realidade de vida, hábitos, manias. Tenho creditado a estes encontros uma evolução em muitos problemas de relacionamento e também de comunicação na nossa empresa. Percebo que, após estas reuniões, que na verdade são oportunidades de confraternização, nossos colaboradores perdem um pouco daquele ar de medo da chefia. Mas, claro, sem perder o respeito à hierarquia. Passamos a ser mais respeitados, por investir nessa relação mais humanizada e comunicativa dentro da empresa.

Utilizo o exemplo dos cafés para iniciar um pouco este texto, que tem foco na comunicação de nossas empresas. Tenho certeza que a comunicação bem feita é a solução para muitos, mas muitos, problemas que nos chegam dia-a-dia.

Outro exemplo que podemos abordar: Você conhece aquela velha brincadeira do telefone sem fio? Lembra, não é? Convivemos com isso não poucas vezes e sofremos os danos causados. O gerente passa a informação para o líder, o líder repassa para o grupo de trabalho com palavras, algumas vezes, distorcidas, mal entendidas ou na entonação de voz inadequada para o momento. Aí, tudo já está diferente do que foi pensado pela diretoria. Não é assim? Muitas vezes as pessoas não conseguem ser compreendidas ou, então, as mensagens são passadas via murais ou e-mails incompreensíveis. Então, como evitar essa distorção da informação?

Por meio de uma orientação bem compreendida e bem repassada e repetida. Considero a repetição uma excelente estratégia. Por que não repetir, questionar, se tudo foi bem entendido, assim como se faz com os estudantes? Nas nossas empresas, as coisas não são muito diferentes de uma escola. Existem lições a serem aprendidas e executadas. As pessoas são treinadas, mas, via de regra, esses procedimentos precisam ser mudados. As coisas caem em nosso colo e é preciso ser ágil. Se nesse momento não praticarmos essa repetição para a compreensão, as coisas podem fugir do rumo pensado e vemos uma cadeia de erros se sucedendo nas linhas de produção.

Além de trabalhar a repetição e o reforço da informação, é oportuno usar uma linguagem que seja de entendimento comum. Não adianta passar informações ao chão de fábrica usando termos de engenharia ou financeiros, uma vez que as pessoas não têm este tipo de conhecimento. A dica, penso, é que seja uma linguagem simples e direta.

Dentro desse projeto de comunicação, temos que preparar nossas lideranças para o cumprimento deste papel. Comunicar é uma arte, é respeitar o ser humano, reduzir erros e ganhar em produtividade. Além de tudo, é preciso ter sabedoria para se comunicar. Assim, tenho a certeza de que teremos funcionários mais comprometidos e produtivos.

PERFIL
Rosa é vice-presidente da Acic e diretora da Newcolor Etiquetas de Cricíúma. É acadêmica de administração de empresas na Fasc e pós-graduanda em Filosofia Clínica.





Ser empresário: uma missão para empreendedores


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Amilton João Zanette

Vice-presidente da Acic



Ser empresário é antes de tudo uma missão para empreendedores. Isso mesmo. Ser empresário apenas, não é suficiente. Isto porque ao longo da trajetória destes homens meio abnegados que decidem abrir negócios e gerar empregos, estão as famosas decisões que vão render o sucesso ou amargar-lhes o fracasso. É nesse momento, das decisões, que se sobressai o espírito empreendedor, ousado. Tenho essa lição bem guardada e acredito que o sucesso da Transportes Ouro Negro tem tudo a ver com essa regra.

Durante a história da nossa empresa vivemos a necessidade de sermos ousados. Gosto de lembrar que só tinha um carro para investir. E o fiz. Não sem medo, mas acreditando no potencial de trabalho que tínhamos. Aí vai uma lição: acreditar sempre nos objetivos traçados.

Vivemos um período de franco crescimento, partindo de um negócio de transportes que possuía apenas 18 caminhões em 2001. Minha opção era de investir no negócio e conquistar a confiança de nossos clientes. Mais uma lição que deve ser aprendida: o investimento dá retorno. Afirmo porque vejo esse resultado todos os dias.

E, quanto aos clientes, são nosso maior patrimônio. Por isso os escutamos e os damos atenção, para que nunca falte o retorno às suas necessidades. Concluo, portanto, que a regra segue para a gestão de forma geral. Investir nas pessoas e na qualificação, fazer nosso papel de gerenciamento de transportes de forma eficaz, com qualidade, agilidade e segurança.

Está escrito lá no nosso planejamento que queremos ser referência no Estado de Santa Catarina em nosso segmento até 2014. Acho que o caminho está bem traçado. Ou, usando a gíria do setor, estamos puxando essa carga com toda a eficiência. Movimentamos 8 mil toneladas de cargas fracionadas mensalmente. Encaramos o desafio de movimentar cargas em centros urbanos, onde os caminhões praticamente não têm acesso. Para isso, usamos veículos para coleta, que são concentradas em centros de distribuição, de onde saem os caminhões para fazer rotas na grande São Paulo e todo o Sul do Brasil. Atualmente essa movimentação é feita com 65 veículos próprios e mais 75 terceirizados totalizando 140 veículos entre carretas, trucks, tocos e caminhonetes para viagens rápidas.

Contrariando a prática do mercado, decidimos investir em edificações. Nossas principais filiais estão hoje em casas próprias. A Ouro Negro tem ao todo 19 filiais. Mas vai aí mais uma lição: pelo menos no setor de transporte de cargas, temos visto que esta tem sido uma estratégia eficiente e segura.

Concluo este artigo lembrando que uso o caso da nossa empresa porque é a realidade que vivo no dia a dia e que vejo dar frutos. Portanto, reafirmando o que disse no início: confie em seu potencial empreendedor. Seja ousado quando for preciso, seja fiel aos seus clientes, seja ético em seus negócios e deixe sua marca registrada pelo trabalho.

Perfil:

Amilton João Zanette é vice-presidente de transportes da Acic pelo segundo mandato e diretor presidente da Ouro Negro Transportes.




EDUCAÇÃO E TRABALHO


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Quando a Educação Formal e a Educação Profissional caminham juntas, a distância entre o Saber e o Saber Fazer aproximam-se consideravelmente.
Há uma grande importância na expansão da oferta de cursos de Educação Profissional de nível Básico, Técnico e Tecnológico, em todas as áreas da economia, pois ficam evidentes os números das pesquisas de empregabilidade. Não há tanto desemprego como se fala, o que há na verdade é a falta de preparação adequada que supram as demandas do mercado.
Estatísticas assinalam que aproximadamente 95% dos egressos da Educação Profissional de Nível Técnico, sintonizados com o mercado, tem emprego imediato, principalmente nas indústrias de transformação, onde a carência é bem maior.
Falando também no Ensino de Nível Básico, conhecido como Capacitação Profissional ou Educação Continuada, deve ser considerado como um aperfeiçoamento constante na vida de qualquer profissional que queira manter-se atualizado e em sintonia com o mercado, principalmente nas áreas que envolvem a tecnologia.
As tecnologias estão a cada dia com as vidas mais curtas, pois é exatamente ai que necessitamos estar em constante atualização, para poder acompanhar a evolução do mundo atual.
No entanto, o mundo está num processo de transformação onde as mudanças são inevitáveis: A tecnologia, a maneira de agir e pensar, as pessoas, as empresas, as formas de viver, de fazer negócios ganham novos formatos. A ciência a cada dia faz novas descobertas, enfim, o mundo hoje é dinâmico.
A influência que vem de fora interfere internamente e vice-versa. Ambas partem da iniciativa das pessoas, na busca por novas experiências. “É preciso promover um movimento de renovação contínua”.
Face disto, o perfil do cidadão do mundo mudou e continuará mudando. As instituições de educação estão se adaptando para preparar as pessoas frente este novo cenário. Conhecimento é muito importante, no entanto as atitudes são vitais para este processo.

O ensino por competência é a grande saída, onde além do conhecimento e habilidades, as atitudes devem ter um olhar mais sintonizado com o novo perfil exigido.
“As empresas admitem por conhecimento e demitem por atitude”
Diante disso, a Educação Formal conciliada com a Educação Profissional, representa um grande salto para o futuro, pois coloca o profissional sempre na sintonia com o mercado e suas transformações proporcionando-o uma boa formação para o mundo do trabalho contribuindo com o desenvolvimento do país.
“Aprender a aprender é a grande sacada”

Iraíde Antônio Piovesan
Diretor Corporativo – SATC
Vice-Presidente - ACIC







Quando a comunidade abraça a causa do voto regional

Olvacir Bez Fontana
Presidente da ACIC

Ano de eleição virou ano em que as entidades empresariais se unem, elegem uma pauta de reivindicações e cobram dos candidatos o comprometimento com elas. De forma objetiva o processo que se vive e que o grande público percebe é este. E essa leitura de certa, forma para por aí. No foco da eleição e da cobrança. Os pleitos acabam ficando em segundo plano, muitas vezes por força dos próprios políticos, que abraçam o que lhes convém: o voto regional, por exemplo.
É nestas reivindicações que está a grande questão para que a coisa toda funcione. Como um primeiro passo, gostaria que as pessoas tomem conhecimento dos pedidos, reivindicações, pedinchos, enfim dos documentos que estão sendo entregues aos candidatos pela Fiesc, Facisc, ACIC, CDL, AMPE, AJE, etc. Pois a partir disso verão que essa realidade é também a sua. Em 2010 o foco é tirar o estigma, a marca, que a campanha é dos empresários. Esqueçam isso por favor. A campanha é da comunidade. No sul do Estado, por exemplo, temos uma comunidade com mais de 600 mil votantes, que tem capacidade de eleger quantos deputados estaduais e federais quisermos. Quando falamos em pleitos como a BR 101, o anel de contorno viário, a educação básica, o porto de Imbituba e o aeroporto regional, estamos falando de desenvolvimento. Processo que impacta diretamente na vida das pessoas de todas as classes sociais. Pessoas que perdem familiares numa BR 101 em obras que não têm prazo para acabar. Jovens que chegam atrasados na universidade por causa dos engarrafamentos que poderiam ser evitados se o anel viário estivesse terminado. Famílias inteiras que teriam mais empregos, caso novas empresas decidissem se instalar na região, e não o fazem por conta da falta de acessos e terminais de envio de mercadorias. Mais jovens terão oportunidade de um futuro melhor, longe da violência e das drogas, se o governo investisse na educação básica.
A realidade do processo é esta e é fundamental que as pessoas da comunidade saibam que campanhas como o voto regional são delas. Precisam ser abraçadas tão fortemente quanto o emprego ou aquela verba prometida a um caso específico. A comunidade do sul tem que ser o cabo eleitoral das necessidades do sul e tem que saber de quem cobrar. Ciente das necessidades, o segundo passo é termos como meta dar a missão a quem é do sul. Por que? Deve ficar bem claro a você, leitor e leitora, o funcionamento da destinação de verbas. Parece óbvio, mas vale lembrar que são os deputados os responsáveis pelo envio das solicitações e garantir que as obras sejam incluídas no orçamento. Mais óbvio então é concluir que a região tendo mais representantes terá mais força para que as coisas realmente aconteçam.
A visão do processo é essencialmente esta. Tudo o mais que se falar fica por conta de promessas de quem faz e ingenuidade de quem acredita. Cabe salientar ainda que nos dias virtuais em que vivemos, o poder cada vez mais é de quem elege e não do eleito. Para que essa lógica funcione, só cabe anós executá-la, unidos e conscientes.

Novos tempos, novos desafios

Iraide Piovessan
Vice-presidnete da ACIC

“Felizes serão as empresas que encontrarem os profissionais que precisam”


O crescimento do país não acompanha o ritmo de trabalho qualificado, apesar de todo esforço do Governo Federal, toda vez que o Brasil cresce, falta profissionais preparados. Atentas ao cenário, empresas se aliam à organizações de educação profissional para buscar na fonte, capital intelectual indispensável ao processo produtivo.
Na visão da indústria, a educação profissional tornou-se pilar vital do desenvolvimento sustentável e base da evolução da produtividade.
Com a incorporação constante de novas tecnologias, mudou o perfil do profissional procurado pelo mercado e a tendência de contratação com mais escolaridade.
A revolução tecnológica tem causado um certo desequilíbrio na busca da profissionalização pelo jovem. O fascínio pela tecnologia tem atraído as atenções na hora de decidir que curso fazer. Com isto, na pirâmide das ocupações, o chão de fábrica ficou sem muitas opções. É exatamente aí onde está o grande problema, sobram vagas nos cursos de educação profissional de nível básico.
Buscar estratégias para atraí-los e convencê-los da importância da profissionalização para facilitar o ingresso no mercado de trabalho, seria a grande saída.
Já existem boas práticas que envolvem a união de esforços entre instituições de educação profissional, associações, sindicatos e federações. Todos na busca de alternativas viáveis como: realizar cursos dentro da própria empresa, nas associações de bairro, entre outras, em parceria com as instituições educacionais competentes. Na construção civil, por exemplo, sala de aula dentro do prédio para as aulas teóricas e, na própria obra, as aulas práticas em tempos pré-determinados, podendo este exemplo ser estendido também para vários outros segmentos.
A Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), através de seu planejamento estratégico, está realizando um diagnóstico junto às empresas associadas, através dos sindicatos patronais, para detectar a real necessidade de cada segmento, referente à falta de mão-de-obra qualificada.
De posse dessas informações, a ACIC pretende realizar um debate envolvendo sindicatos patronais, instituições de educação para buscar estratégias e estabelecer metas para tentar amenizar este problema. No Sul do estado temos várias entidades que realizam programas de educação profissional com excelente qualidade, além do sistema S.
No passado, grande parte dos egressos migravam para outras regiões do nosso estado e para estados vizinhos. Hoje, grande parte deles permanece na região. Isto demonstra que o Sul do estado cresceu, apesar das estatísticas apontarem que ainda estamos atrás de muitas regiões.
No nosso entendimento, o apagão está localizado mais fortemente no chão de fábrica, na base da pirâmide. Nos demais setores o mercado está sendo atendido, mesmo com alguma defasagem localizada.
Buscar envolvimento entre instituições de educação, associações, sindicatos, federações, entre outras, para juntos, traçar metas estratégicas com o propósito de atrair e convencer as pessoas e, de modo especial, os jovens da importância da profissionalização para ingressar no mercado de trabalho.
Apoiar cada vez mais as instituições educacionais da região, públicas ou privadas na sua manutenção bem como, na criação de novos programas para suprir tal defasagem e acompanhar o ritmo da economia.





O desenvolvimento e o sono da baleia franca

César Smielevski
Vice-presidente da ACIC

Vivemos hoje envoltos com os avanços científico-tecnológicos que ocorrem, muitas vezes, sem que consigamos acompanhar. Esses avanços da genética, informática, biotecnologia e energia são extremamente necessários para que se possa, por exemplo, sustentar uma população como a do Brasil atualmente. O que estamos percebemos é todos esses avanços estão associados à destruição do meio ambiente, o homem quer destruir a natureza, é o que se proliferou. Este pensamente tem prejudicado, e muito, o crescimento do nosso país, dificultando abertura de novos empreendimentos. Organizações ambientalistas criam um mundo de trevas e entraves que precisam ser mais bem analisados pelos órgãos competentes.
O estudioso das políticas econômicas e de desenvolvimento, o americano Jonathan Tennenbaum escreve um artigo, da qual cito alguns trechos abaixo, que dá uma alerta quanto ao assunto.
“Com o dramático crescimento, em escala e intensidade, da atividade humana neste planeta desde a Revolução Industrial, a rápida expansão do consumo mundial de energia e matérias-primas e o crescimento da população mundial, de aproximadamente 2,5 bilhões para 6 bilhões de pessoas somente nos últimos 50 anos, o impacto do homem sobre o meio ambiente da Terra atingiu, inquestionavelmente, proporções sem precedentes.
Alguns setores soaram o alarme de que a atividade humana está causando um dano irreparável à ecologia da Terra e, talvez, ameaçando o futuro da vida humana e mesmo a toda a vida do planeta.
Recentemente, dois alarmes chamaram particularmente a atenção pública: o “aquecimento global” e o chamado “buraco na camada de ozônio. Esses alarmes específicos, contudo, são adicionados a uma longa lista de preocupações mais ou mesmos urgentes, relativas aos efeitos do crescimento da população humana e atividades econômicas no meio ambiente, incluindo: esgotamento de recursos naturais, incluindo fontes de água doce; “envenenamento” da água, do solo, da atmosfera e toda a cadeia alimentar por meio de produtos químicos e “lixos” da produção industrial; destruição da fertilidade do solo, erosão e desertificação, desflorestamento, incluindo a destruição da floresta tropical; a extinção de muitas espécies de organismos vivos; e por ai vai. O quadro geral é de um planeta sendo totalmente devastado. Mas, seria este quadro correto? E se for, o que poderia ser feito? Seria o homem a única ameaça ao planeta, ou poderia o homem melhorar o planeta?
É exatamente a importância desta pergunta para o futuro da Humanidade que exige uma análise a partir de um patamar científico rigoroso, evitando falsos pressupostos que poderiam produzir efeitos ainda mais desastrosos do que os problemas que dizem querer evitar. Neste contexto, alguém poderia também sobrevalorizar o fato de que certos círculos no mundo têm explorado as assim chamadas questões ambientais com fins econômicos, políticos e geopolíticos, e para difundir uma certa visão negativa do homem”.
Exemplificando o que foi dito acima Santa Catarina precisa tomar cuidado com o radicalismo ambiental porque o mesmo pode ter no bojo interesses particulares. Percebemos algo nesse sentido quando a ampliação do Porto de Imbituba com dinheiro privado é embargada por uma instituição “verde”, alegando que o bate-estaca atrapalha o sono da baleia franca. Logo se provou que a tal afirmação era uma falácia. O mesmo podemos dizer da intenção de criação do estaleiro de Biguaçu, através da empresa OSX, onde outra instituição “verde” alegou a inviabilidade do referido estaleiro em função de um suposto prejuízo na vida dos golfinhos que habitam aquela baia. Podemos citar outros inúmeros exemplos deste tipo que estão se tornando frequente no estado.
Sendo assim, soa estranho impedir o crescimento de uma região onde serão gerados milhares de empregos, impostos e distribuição de riqueza à população, apenas alegando que tal crescimento prejudicará uma parte ínfima da natureza, isto é, muitas pessoas podem morrer de fome, mas não devemos atrapalhar o sono da baleia franca.

Plano de Manejo garante preservação do Morro do Céu

Hélcio Ramos de Jesus
Vice-presidente da ACIC

Um grande passo foi dado no último dia 29 de junho na assinatura do contrato do Plano de Manejo do Parque Municipal Morro de Céu. A parceria firmada entre o governo municipal, por meio da Fundação do Meio Ambiente (Famcri) e o IPAT/Unesc vai garantir a preservação ambiental de uma área no centro da cidade, com aproximadamente 80.000,00 m², ainda mais tratando-se de uma área com valor econômico significativo. Há que destacar-se, que poucas cidades conseguem tal conquista, e até de certa maneira num razoável e pequeno lapso temporal, uma vez que existem vários proprietários particulares que terão que ser desapropriados/Indenizados de maneira justa conforme previsto no CPC.
A UNESC terá um prazo de 12 meses para desenvolver o projeto - com regras específicas - sobre a preservação do Morro do Céu. “O documento irá traçar novos tópicos no que diz respeito à revitalização e os cuidados com o meio ambiente. O projeto segue determinações do Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC)”, disse o presidente da Famcri, Júlio Colombo, durante o evento de assinatura do contrato.
O Projeto terá duas etapas: diagnóstico ambiental e o Plano de Manejo. A primeira etapa terá um prazo de três meses para a conclusão, onde serão realizados levantamentos envolvendo, principalmente a biodiversidade do parque, além da atualização dos trabalhos já realizados. Esse levantamento atualizará e complementará
o diagnóstico elaborado em 2006, de modo a subsidiar de maneira mais consistente os trabalhos de elaboração do Plano.
A segunda etapa será a elaboração do Plano de Manejo propriamente dito, realizado a partir das informações colhidas no diagnóstico ambiental com a elaboração dos critérios de utilização do parque como o acesso à visitação, comunicação, conservação e recuperação ambiental, pesquisas cientificas e desenvolvimento de atividades educacionais.
Todo o trabalho será posto em prática através da aprovação do Conselho Consultivo do Parque e a Famcri.
O Parque Natural Municipal Morro do Céu foi criado em 26 de Agosto de 2008. Está localizado no Morro Casagrande, popularmente denominado como Morro do Céu e é considerada como Unidade de Conservação de Proteção Integral.
A ACIC sempre foi e sempre será, parceira das questões ambientais sustentáveis, relacionadas com o nosso povo, nossa cidade e região, visando a preservação do meio ambiente de maneira inteligente, justa para que não haja prejuízos econômicos por razões radicais.
A Associação deixa registrado e parabeniza a todos que participaram desta árdua empreitada, desejando sucesso nas próximas etapas, colocando-se à disposição em tudo que estiver ao seu alcance.

   
ACIC Associação Empresarial de Criciúma
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