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Emoção na passagem do filme ‘La Terra Promessa'
08:54:00 - 09/05/2011
A tarde de sábado (7) foi diferente não somente para a comitiva de Criciúma, mas para muitos italianos descendentes de famílias que aqui viveram e saíram para obter uma vida melhor, há 131 anos. Benedet, Piovezan, Zanette, Darós, Pierini, Venzon, De Lucca, Milanese e tantas outras famílias carregavam em sua bagagem muita esperança e coragem. Assim começou a história dos imigrantes da cidade de Criciúma e que foi apresentada no filme ‘La Terra Promessa'. Evento reuniu muitas pessoas no teatro da cidade de Cordignano, na Itália, inclusive, imigrantes e autoridades locais.
Era 1879 quando eles decidiram partir de suas terras para o Brasil em busca de uma vida melhor. Durante viagem de navio que ocorreu por 36 dias, muitos foram os desafios. Eles enfrentaram frio, fome e muitas mortes. Uma história triste onde a perseverança e a força de vontade falaram mais alto. Os imigrantes desceram em Laguna e de lá partiram a pé até a cidade que hoje é Criciúma, em 6 de janeiro de 1880. Fizeram divisão de lotes, construíram igrejas, começaram a plantar até que um dia, um deles, Giácomo Sonego descobriu o carvão, trazendo progresso e alavancando a economia de Criciúma. Hoje, a cidade possui quase 200 mil habitantes, sendo que 64% são descendentes de italianos.
É o caso de Sirlei Romancini Roveda Machado que, atualmente, mora na cidade de Cordignano, na Itália. Casada, mãe de três filhos tinha o sonho de morar na Europa. "No início passamos dificuldades, enfrentamos preconceito, mas ultrapassamos obstáculos. Hoje, estamos bem, meus filhos estudam em colégio bom, tenho uma vida muito boa", disse. Para ela, a única dor é a saudade dos familiares que ficaram no bairro Primeira Linha, em Criciúma. "Sentimos muita falta, mas sempre mantemos contato", destacou. Na Itália, os estudantes recebem bolsas de estudo do governo e como garantia devem ter boas notas.
Sirlei acompanhou o filme e como muitos, ficou emocionada. "É uma história muito bonita. Se conhece pouco da colonização do Brasil. Fiquei muito comovida", contou.
José Daross também mora em Cordignano. Ele saiu de Criciúma há 12 anos e trabalha numa fábrica de pavimento em madeira. Mora com a mulher e os dois filhos. Quando chegou à Itália não sabia falar a língua, mas hoje já domina bem, tanto que é intérprete da comitiva de Criciúma. Meri contou que veio um mês após a vinda do esposo e trouxe os filhos. No início não trabalhava porque eles tinham dificuldades na escola. Para ajuda-los pegava o dicionário e traduzia palavra por palavra. Ela trabalha numa fábrica de montagem de peças. "Estou muito emocionado com o filme. Não tenho palavras para descrever", emendou Daross.
A história que durou dois meses para ser confeccionada teve produção do Comvesc - Comitato das Associações Venetas de Santa Catarina - por meio do presidente Itamar Benedet e contou com apoio do governo municipal e empresas da cidade de Criciúma. Cenas foram gravadas em Laguna, fazenda da família Zanette e outros pontos da região. "O filme mostrou a realidade de como foram tratados os imigrantes. Eles, ao chegar ao Brasil, choraram, mas não tinham mais como voltar. Passaram muitas dificuldades, mas conseguiram vencer", disse Benedet que fez papel de controlador de passageiros, padre e o primeiro presidente da Câmara de Vereadores, no filme.
"Muitos deixaram suas famílias e saíram em busca de algo melhor. A cidade de Criciúma e região são grandes e prósperas porque também tem a força do braço italiano", finalizou o prefeito Clésio Salvaro. O cantor Renzo Rostirolla abrilhantou o evento cantando o hino de Criciúma e músicas italianas.
Texto e Fotos: Daniela Savi
Diretoria Executiva de Comunicação
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