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05/07/2016 - Artigo Publicado Diário Catarinense
00:00:00 - 06/07/2016
A Quarta Revolução
César Smielevski – Presidente da ACIC – Associação Empresarial de Criciúma
Com os acontecimentos na esfera política se sucedendo a uma velocidade em que o fato relevante noticiado ontem, passa a ser mera história em razão do impacto causado pela mais recente publicação, fomos, especialmente nos últimos dois anos, envolvidos por uma realidade que nos obriga a buscar informações e discutir com nossos pares para entendê-la minimamente. Um comportamento imprescindível para protegermos nossas empresas das inevitáveis consequências econômicas oriundas deste processo, cada vez mais dinâmico e irregular. Porém, esse cenário que requer atenção redobrada, não deve propiciar a inobservância da quarta revolução industrial, em pleno curso em países de economias avançadas, com efeitos no Brasil proporcionais a nossa capacidade de colocar os pré-requisitos desse fenômeno na agenda de desenvolvimento de médio e longo prazo. Essa “revolução” tem como distinção às anteriores (a primeira pelo inusitado da máquina a vapor, a segunda, caracterizada na energia elétrica e no processo de montagem, seguindo com mecatrônica e robótica), a capacidade de não afetar somente a forma de produção, mas, principalmente, mudar o comportamento da sociedade. A internet das coisas, a conectividade dos produtos com seus clientes, o big data, elementos que estruturam a quarta revolução industrial, farão com que a interação cliente-tecnologia-produto ocorra on line, exigindo do parque industrial brasileiro uma inteligência compatível aos concorrentes internacionais e a um mercado consumidor exigente e infiel. A obrigatoriedade de um patamar de qualidade mais elevado na produção e a robotização de funções com alto grau de repetibilidade, afetarão sensivelmente o mercado de trabalho, com previsão do desaparecimento de 5 milhões de empregos no mundo nos próximos cinco anos. Agregando essa informação ao que estamos vivendo no País em termos de redução da oferta de trabalho, devemos eleger a qualificação do trabalhador brasileiro como o maior desafio posto hoje à sociedade. A preparação para esse novo tempo que não tolera lentidão, tem que ser iniciada agora e de maneira organizada entre governo, instituições de ensino e empresários. É fundamental que esses parceiros discutam um novo currículo educacional, apropriado para o tamanho desse desafio, com a clareza que temos que preparar nossos estudantes para as profissões do futuro, que ainda não são conhecidas.
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