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Relógio Biológico
00:00:00 - 01/12/2017
César Smielevski
Presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic)
É histórico o desejo humano de diminuir as marcas impostas ao corpo pela passagem do tempo. Fazendo um mero exercício para entender a evolução da espécie, a qual buscava em seus primórdios o atendimento das necessidades fisiológicas elementares de sobrevivência, podemos concluir que a humanidade sempre empreendeu pela longevidade.
Desde 1900, nosso tempo de vida cresceu trinta anos, com isso, naturalmente, aumentaram também a incidência de câncer, doença cardíaca, derrame, diabetes e demência. O atual desafio é viver mais e com qualidade, pois justamente quando adquirimos experiência, sabedoria e estabilidade financeira, atributos típicos da vida adulta, nosso corpo físico, ironicamente, começa a declinar.
A literatura científica é vasta em mostrar-nos que desde a mítica transfusão de sangue de pessoas mais jovens, passando por pílulas funcionais, proteínas antioxidantes para células e restrição calórica, ao atual sequenciamento do DNA por inteligência artificial, são muitas as tentativas para atrasar o relógio biológico. No entanto, se a eterna juventude é realmente possível, ela passa pela fina compreensão do corpo humano, tarefa que está sendo oportunamente discutida por especialistas da saúde e investidores no Vale do Silício, meca da inovação mundial. Isso mesmo, pelo potencial de mercado envolvido e por interesse particular de seus criadores, o envelhecimento é a nova corrida do ouro das startups daquela região.
A premissa defendida e custeada pelos investidores desses projetos, ansiosos a cada dia que passa pelo êxito do empreendimento, é que o envelhecimento está codificado no sistema celular biológico. E, quando algo está codificado, pode-se descobrir o código e alterá-lo. Simples assim. Fundos bilionários, criados com esse objetivo, estão financiando laboratórios com a mais avançada tecnologia e profissionais altamente gabaritados, alguns detentores do prêmio Nobel em suas áreas. Exemplificando, as empresas Verily e Calico, ambas subsidiárias do Google, atuam há algum tempo para entender e desvendar a “programação biológica”, pretendem tornar opcional a duração do tempo de vida das pessoas.
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