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Presidente da Acic participa de reunião com ministro de Minas e Energia
00:00:00 - 18/12/2020
O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin, participou da reunião de diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta sexta-feira, 18, que contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Durante o encontro, o ministro anunciou que até segunda-feira, 21 será publicada portaria para instituir um grupo de trabalho que vai estudar uma solução para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL), de Capivari de Baixo, que corre o risco de ser desativado.
“Então, em 180 dias, vamos apresentar não só os estudos, mas também as ações que deverão ser implementadas porque, como todos sabem, o governo federal é sensível a isso”, afirmou Albuquerque, acrescentando que o presidente Jair Bolsonaro conhece o assunto.
A reunião, realizada em Florianópolis, teve a participação do governador Carlos Moisés da Silva, e de lideranças industriais e políticas. O ministro também informou que o governo trabalha num programa para modernização da cadeia do carvão, demanda defendida pelo setor carbonífero sul-catarinense.
Albuquerque afirmou que acompanha de perto a questão da termelétrica, tem conversado com a bancada federal catarinense e já esteve no Sul do Estado. Além disso, o Plano Decenal de Energia e o Plano Nacional de Energia de 30 anos contemplam a fonte de energia a carvão.
“Hoje esta fonte representa 2% da nossa matriz elétrica e dentro destes planos também se prevê que esta matriz seja da ordem de 2%”, explicou. Ele chamou a atenção para os aspectos social e econômico que envolvem a termelétrica, além da questão energética.
“Consideramos aquilo que as regiões do país podem e devem contribuir para a segurança energética. E a geração termelétrica a carvão, principalmente a moderna, tem muito a contribuir e terá um papel importante nos próximos 30 anos. E isso está nos nossos planos”, completou o ministro.
O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, entregou ofício ao ministro com os principais pleitos catarinenses na área de energia. Uma das questões que preocupam a entidade é a possível desativação do Complexo Termelétrico. Aguiar destacou que a medida, se confirmada, levaria ao fim a cadeia produtiva, formada pela mineração, ferrovia, geração de energia, moagem de cimento e a rede de fornecedores e prestadores de serviços vinculados ao aproveitamento do carvão mineral do Sul catarinense.
“Para nós é uma grata satisfação o ministro trazer informações importantes para o estado, que tem uma necessidade enorme de energia. A usina Jorge Lacerda tem uma importância econômica forte para Santa Catarina. Há toda uma cadeia que depende dessa energia e tem a questão hídrica. Esperamos que o ministro possa, junto com o governo do estado e a sociedade catarinense, resolver essa questão porque o fechamento da usina traria um impacto muito forte para a economia de Santa Catarina”, afirmou Aguiar.
Impactos em 15 municípios
Conforme a Associação Brasileira de Carvão Mineral, caso a termelétrica fosse desativada, calcula-se que a economia da região deixaria de movimentar R$ 6 bilhões por ano pelo efeito multiplicador proveniente dos recursos do reembolso do carvão mineral, representando cerca de 30% do PIB dos municípios afetados. Além disso, impactaria 15 municípios, 600 mil pessoas, afetando, direta e indiretamente 83 mil pessoas que dependem economicamente do carvão mineral.
Ainda na reunião, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério, Paulo Cesar Magalhães Domingues, explicou que em breve será publicada uma outra portaria para modernização da atividade de geração termelétrica a carvão mineral. Essa portaria abrange os três estados da região Sul. "Ela dá uma sinalização de longo prazo que o governo tem interesse em dar continuidade a essa atividade, que tem que ser autossustentável econômica e ambientalmente”, afirmou.
Gás natural
Outro tema abordado no encontro foi o Programa Novo Mercado de Gás. O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério, José Mauro Ferreira, destacou a importância da nova Lei do Gás, que foi aprovada pelo Senado, mas como foi modificada, o projeto retorna para nova análise da Câmara dos Deputados.
(Com informações da Assessoria de Comunicação da Fiesc)
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