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Diretora Gisele Coelho Lopes representa a Acic em painel sobre acessibilidade
00:00:00 - 14/07/2025
“Rodada de Conversa: Construindo uma Cidade Acessível para Todos!” reuniu representantes do poder público, de entidades de classe e especialistas na área
Com o objetivo de discutir caminhos para uma cidade mais inclusiva, lideranças da região se reuniram no sábado, 12, no Novotel, em Criciúma, para a “Rodada de Conversa: Construindo uma Cidade Acessível para Todos!”. No encontro, a Associação Empresarial de Criciúma (Acic) foi representada pela diretora Gisele Silveira Coelho Lopes, reitora em exercício da Unesc.
O evento reuniu representantes do poder público, de entidades de classe e especialistas na área de acessibilidade, como Eduardo Ronchetti, que trouxe ao debate experiências práticas e soluções voltadas à criação de cidades mais justas e acessíveis.
O diálogo abordou quatro eixos centrais: cidade acessível, empresas acessíveis, comércio acessível e o conceito de cidade para todos, propondo uma reflexão conjunta sobre como o município pode avançar em políticas públicas, infraestrutura e conscientização social.
Durante a explanação no painel, a diretora da Acic, destacou a importância da acessibilidade para um setor produtivo mais inclusivo e destacou o papel essencial da entidade como parceira do diálogo para o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis, inclusivas e acessíveis.
“A Acic é a Casa do Empresário e juntamente com as forças vivas da sociedade participa ativamente do diálogo para o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis e inclusivas. Ao lado da Acic temos a universidade que juntas caminham de mãos dadas para a qualificação de pessoas mais humanas e preparadas, alinhadas às competências que o mundo do trabalho precisa”, afirmou Gisele.
Dados
A discussão também foi enriquecida por dados atualizados sobre acessibilidade no Brasil. De acordo com o Censo Demográfico de 2022; 14,4 milhões de pessoas no Brasil possuem algum tipo de deficiência, representando 7,3% da população com dois anos ou mais. Desses, 2,2% são crianças e 27,5% são idosos.
Os tipos de deficiências representam 7,9 milhões com deficiência visual; 5,2 milhões de pessoas com deficiência motora (andar/subir); 2,7 milhões com deficiência auditiva, e 1,4 milhão de pessoas com deficiência mental, intelectual e de comunicação.
Segundo Gisele, esses números indicam que precisamos ir além das normas e legislações. “Precisamos nos opor a qualquer forma de capacitismo, ou seja, qualquer ato de discriminação, preconceito e exclusão social direcionados às pessoas com deficiência”, defende.
“Precisamos capacitar a sociedade para ser mais inclusiva e humana. É preciso planejar as cidades para as pessoas, para todas as pessoas. Não há mais espaço para uma visão excludente e avessa aos diferentes”, continua.
“Significa projetar a ambiência das cidades para que todos possam viver em harmonia com os espaços e usufruírem do bem viver. Quando temos uma visão mais ampliada da vida, conseguimos construir projetos de cidades mais fluídos, sistêmicos e inclusivos. Para tal, é preciso ir além das normas e legislações”, ressalta.
Necessidade de evolução
Apesar dos avanços no mundo do trabalho, os dados do Censo 2022 indicam que apenas 19,9% dos catarinenses vivem em áreas urbanas com calçadas dotadas de rampas de acesso — um índice superior à média brasileira (15,2%), mas que ainda revela o quanto é necessário evoluir.
Gisele destaca a importância de pensar em cidades mais inteligentes. “Não podemos aceitar que a tecnologia e a inovação sirvam apenas para poucos ou que reforcem barreiras históricas. Uma cidade verdadeiramente inteligente é aquela que promove acessibilidade universal, valoriza a diversidade e reconhece cada indivíduo em sua totalidade”, conclui.
Colaboração: Agência de Comunicação da Unesc – Agecom
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