Publicações A ACIC - Pronunciamentos do Presidente

12/09 - Artigo publicado no Diário Catarinense

Pronunciamentos do Presidente
Publicações

Data 12/09/2017 Texto ACIC Compartilhe
12/09 - Artigo publicado no Diário Catarinense

César Smielevski
Presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic)
 

A imagem de robôs agindo como se humanos fossem, há muito povoa os sonhos gerações que em contato com a mais bizarra eletrônica, imaginava um futuro cujo máquinas integrariam pacificamente a vida em sociedade.

Países social e economicamente desenvolvidos, que investem maciçamente em tecnologia, daí a explicação da condição privilegiada que usufruem, transformaram nas últimas décadas, o aspecto lúdico dessa visão em método computacional que permitem-lhes aumentar consideravelmente suas economias internas. Utilizam a inteligência artificial, ciência da computação que a partir da codificação e análise de dados simulam o pensamento racional, em áreas estratégicas como medicina e defesa, nos setores laborais de alto grau de repetibilidade ou de intensiva aplicação de mão-de-obra, entre outros.


Desenvolvida inicialmente como um suporte para interações pontuais, por força de pesquisa e desenvolvimento, a inteligência artificial passou a ser um fim em si mesmo, com potencial de transformar o mundo. De um mecanismo que propicia ao marketing das empresas a invasiva oferta de produtos e serviços em nossos computadores, posteriormente a uma eventual busca, possibilita agora, no seu nível mais avançado, alterar os padrões de comportamento das pessoas. Na atual economia digitalizada, deixamos “pegadas” por onde passamos, com a inexorável geração de dados.

Esse big data pessoal, passível de incontáveis simulações, pode alterar nosso estilo de vida, sob prévio consentimento. Uma ação potencialmente danosa ao estado clínico pessoal, pode ser alertada antes ou durante seu curso de modo que seja repensada sua realização. Ou seja, a mais elementar prerrogativa da natureza humana, o livre arbítrio da decisão, além dos valores e crenças de cunho pessoal, terá o apoio de uma lógica computacional. Ao alcançar esse estágio, a presença entre nós de humanoides, munidos de razão e sentimento, ápice dessa tecnologia, passa de fantasia à realidade em breve tempo.